Durante boa parte da minha jornada com inovação, eu me vi preso em modelos tradicionais de crescimento. SEO, anúncios pagos, RP... tudo isso funcionou — até que deixou de funcionar.
Durante boa parte da minha jornada com inovação, eu me vi preso em modelos tradicionais de crescimento. SEO, anúncios pagos, RP... tudo isso funcionou — até que deixou de funcionar.
Mas foi quando li o Upgraded Go-to-Market Playbook da NFX que entendi por quê: o jogo mudou. E quem não muda com ele, fica para trás. Esse artigo é um mergulho profundo no que aprendi com esse material é como venho aplicando esses conceitos nas minhas próprias estratégias de lançamento é tração.
Se você está construindo algo novo — uma startup, um produto, um movimento —, esse texto é pra você. A virada de chave: por que o velho GTM parou de funcionar Por muitos anos, o modelo clássico de go-to-market (GTM) era suficiente: um bom produto, um plano de mídia, um time de vendas, um pouco de SEO é PR, é voilà. Mas os tempos mudaram.
Hoje, os canais tradicionais estão saturados, caros é imprevisíveis . A atenção das pessoas está fragmentada, os algoritmos mudam o tempo todo é os consumidores já não respondem como antes. E aí entra o insight da NFX: não é só o canal que mudou — o próprio comportamento do usuário mudou .
E com ele, toda a lógica de como produtos crescem. As 3 grandes eras do Go-to-Market A NFX divide a evolução do GTM em três fases. Quando li isso, percebi exatamente em qual fase eu estava preso — é por que precisava sair dela.
1. 2000–2010: Do offline para o online – Estratégia de pull Essa foi a era do SEO, dos diretórios online é da digitalização da informação. Se você conseguisse colocar uma base de dados antes inacessível na internet (como fez o TripAdvisor com guias de viagem, ou o Yelp com negócios locais), o público seria “puxado” organicamente para o seu site.
Foi nesse modelo que muita gente cresceu — inclusive eu. Mas essa estratégia já não é suficiente, porque o mundo já está todo online . A escassez de dados virou excesso de informação.
E isso muda tudo. 2. 2010–2020: Crescimento liderado por produto – Estratégia de push na plataforma Nessa era, produtos como Dropbox, Zoom, Slack é LinkedIn ganharam tração porque eram, por essência, virais.
O crescimento estava embutido no próprio uso do produto. Aqui nasceu o conceito de Product-Led Growth (PLG) . Se o produto fosse bom o suficiente é facilitasse a colaboração, o crescimento aconteceria quase naturalmente.
Foi revolucionário. Mas como toda boa ideia, ficou saturada . Hoje, os usuários estão cansados de "convide um amigo para ganhar crédito".
O contexto mudou de novo. 3. 2020+ – O “push” fora da plataforma Essa é a fase em que estamos agora — é onde a mágica tem acontecido para quem entendeu o jogo.
A nova lógica é: você precisa ir onde as pessoas já estão engajadas . Discord, Reddit, LinkedIn, TikTok, X (Twitter)... não importa.
A ideia é construir comunidade primeiro lá , depois atrair essas pessoas para seu produto. Não é sobre criar uma comunidade do zero. É sobre se infiltrar com autenticidade nas comunidades que já existem.
O que realmente está funcionando agora (é como estou aplicando) A NFX descreve com precisão as estratégias que estão movendo as startups que mais crescem hoje. Aqui estão as seis principais — é como estou colocando cada uma em prática. 1.
Construir em público Essa é, pra mim, uma das viradas mais poderosas. Mostrar os bastidores, os erros, os acertos, o processo. Mostrar o durante , não só o depois .
Eu comecei a fazer isso no LinkedIn: compartilho aprendizados reais, métricas, reflexões, inclusive dúvidas. E o retorno é impressionante. A audiência cresce, a confiança aumenta — é mais importante: as pessoas se sentem parte da jornada .
🔑 Dica prática: Comece postando uma vez por semana algo que você aprendeu no seu negócio. Seja real. Nada de “post motivacional” enlatado.
2. Crescimento centrado em comunidade Esse talvez seja o mais difícil — é o mais subestimado. Criar comunidade não é fazer um grupo no WhatsApp.
É construir relacionamentos consistentes com um grupo de pessoas em torno de uma missão comum . Aqui, aprendi que não preciso ter uma comunidade gigante. Preciso de uma comunidade certa.
Pessoas que realmente se importam com o que estou construindo. 🔧 Como apliquei: criei uma pequena comunidade no Telegram com empreendedores que compartilham valores parecidos. Lá, compartilho ferramentas, insights é perguntas.
O engajamento é 10x maior que em qualquer rede social. 3. Produtos virais de autoatendimento A ideia aqui é: quanto menos fricção para experimentar é compartilhar seu produto, melhor .
E se ele for naturalmente “compartilhável”, melhor ainda. É como o Notion, o Canva, o Calendly. Você começa a usar é sente vontade de mostrar para alguém — ou precisa mostrar para que funcione.
📦 O que mudei: repensei meu produto com foco em "usar rápido é mostrar fácil". Menos etapas de cadastro, mais templates prontos, mais incentivos para o usuário convidar colegas. 4.
Foco nos “prosumers” Esse termo define bem quem são os early adopters de muitos produtos hoje: gente que consome, mas também cria, opina, participa. Esses prosumers não querem mais uma ferramenta genérica. Eles querem algo que os ajude a fazer mais, melhor é com mais autonomia.
🔍 Minha leitura: comecei a olhar para meus usuários mais engajados é perguntar: “o que eles estão tentando produzir com meu produto?” Isso virou base para novos recursos é para o posicionamento da marca. 5. Fundação de código aberto Nem todo produto precisa ser open source.
Mas há algo poderoso em criar com as pessoas, não só para elas . Quando você abre (mesmo que parcialmente) o código, o roadmap, ou convida usuários para contribuir, você aumenta o senso de pertencimento é cocriação . 📥 Experimento recente: abri um Notion com o roadmap público do meu projeto é convidei pessoas a sugerirem melhorias.
Resultado? Engajamento alto é feedbacks que não viriam por canal algum. 6.
Marketing com influenciadores (do jeito certo) Esqueça os influenciadores celebridade. O que funciona hoje são os criadores de nicho , com comunidade forte é confiança estabelecida. Colaborar com essas pessoas é como ter “embaixadores” que realmente acreditam no que você faz.
📈 Como fiz: enviei meu produto para 5 criadores de conteúdo específicos é pedi feedback — não divulgação. Três deles acabaram promovendo espontaneamente depois. O segredo?
Relação, não transação. Duas regras que guiam tudo isso O playbook da NFX é claro: há duas grandes regras que definem o sucesso de qualquer estratégia atual de GTM. Seu produto deve ser “multiplayer” por padrão, Isso significa: projetado para ser usado em grupo, compartilhado com facilidade é pensado como um nó dentro de uma rede.
Sua estratégia de GTM deve ser autêntica: Esqueça fórmulas prontas, copy paste e “gatilhos mentais”. O que funciona agora é a transparência. A proximidade.
A construção com base em verdade. O que eu faria diferente se estivesse começando hoje Se eu estivesse começando um produto do zero hoje, faria assim: Validaria a ideia dentro de uma comunidade já existente (ex: subreddit, grupo no Discord, nicho do LinkedIn). Começaria a construir em público desde o dia 1.
Pensaria no produto como um projeto colaborativo , não como algo fechado. Focaria em atrair 100 usuários apaixonados, não 1000 curiosos. Desenvolveria o MVP com foco em compartilhamento é uso coletivo.
Criaria um canal direto com meus usuários mais engajados. A nova era do GTM é mais humana, mais aberta é mais rápida O que o Upgraded GTM Playbook me mostrou, acima de tudo, foi isso: as novas regras de crescimento têm menos a ver com técnicas é mais a ver com conexão . O produto ainda importa.
Mas a forma como você o coloca no mundo — isso é o que faz toda a diferença. E você? Já atualizou seu playbook?
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